sábado, 5 de janeiro de 2013

Coisas do Brasil - Condenado e empossado

Condenado no mensalão, Genoino toma posse como deputado federal

Condenado a 6 anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa e formação de quadrilha, ele pode perder o cargo antes do fim do mandato.
03/01/2013 21h39 - Atualizado em 03/01/2013 21h41
Condenado no processo do mensalão, o ex-presidente do PT, José Genoino, tomou posse nesta quinta (3) como deputado federal.

José Genoíno chegou ao Congresso acompanhado pela filha, Mariana. E tomou posse com apoio do PT.

“O PT entende que só há o mecanismo da perda de mandato por qualquer mecanismo decisório, quando houver sentença transitada em julgado. Até que haja o nosso entendimento não há esse evento”, disse deputado Ricardo Berzoini, PT-SP.

A posse foi na sala da presidência da Câmara com outros 13 deputados que assumiram a vaga porque o titular foi eleito prefeito ou foi nomeado secretario municipal. A cerimônia foi rápida, simples, sem discursos.

Esta é a sétima vez que José Genoino toma posse como deputado. Mas agora em uma situação bem diferente: condenado a 6 anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa e formação de quadrilha no julgamento do mensalão, Genoino pode perder o cargo antes do fim do mandato.

O Supremo Tribunal Federal já decidiu que os parlamentares condenados pelo mensalão devem perder o mandato. Isso vai ocorrer quando todos os recursos contra a sentença forem julgados pela Corte. Depois da posse, Jose Genoíno, disse que se tiver que abrir mão do cargo, vai cumprir a decisão do STF. Mas afirmou que tem a consciência tranquila.

“Estou com a consciência serena dos inocentes. E a verdade, mais cedo ou mais tarde, prevalecerá”, afirmou deputado José Genoino, do PT-SP.

O primeiro secretário da Câmara, que deu posse aos novos deputados, disse que tudo ocorreu dentro do que prevê a Constituição, mas acha que Genoíno terá que se explicar o tempo todo.

"Responderá apenas sobre assunto, não há outro assunto a ser discutido com relação a esse caso especifico, nós estamos há dias aqui na casa falando da mesma coisa. É lamentável", ressaltou deputado Eduardo Gomes, PSDB-TO, primeiro-secretário da Câmara.

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